Perguntas e respostas

Cidadão

Perguntas frequentes

Orientações sobre comportamento

Posso visitar os parentes normalmente?


Não. Enquanto durar esta situação de emergência, todas as pessoas, incluindo aquelas que estejam saudáveis, devem permanecer em suas casas e sair apenas em situações inevitáveis, como comprar alimentos ou medicamentos. Não visitar os parentes neste momento é uma medida importante de proteção para eles e para você.




O que devo fazer no elevador para diminuir a chance de contaminação? Devo ir de escadas ou tento pegar o elevador sozinho?


Se a saída de casa for inevitável, como por exemplo, para fazer compras de alimentos ou medicações, o ideal é que apenas uma pessoa do seu núcleo familiar saia e preferencialmente seja um indivíduo que não pertença aos grupos de risco. A estratégia de andar sozinho no elevador ou somente com membros do seu grupo familiar deve ser encorajada. Procure não tocar nas paredes do elevador e proteja seu dedo com um lenço descartável ou utilize álcool em gel após tocar em qualquer superfície.




Posso retirar dinheiro em caixas eletrônicos? Qual cuidado devo ter?


Se a saída de casa for inevitável, como por exemplo, para fazer compras de alimentos ou medicações, o ideal é que apenas uma pessoa do seu núcleo familiar saia e preferencialmente seja um indivíduo que não pertença aos grupos de risco. Nos caixas eletrônicos, proteja seu dedo com um lenço descartável ou utilize álcool em gel após tocar qualquer superfície. Higienize o cartão com álcool em gel antes de guardá-lo.




O celular pode ser um meio de transmissão do coronavírus? O que devo fazer?


Sim, o celular é um meio importante de infecção pelo coronavírus e você deve higienizá-lo com frequência. Não se esqueça de remover a capinha de proteção para a higienização completa do aparelho. A capinha também deverá ser higienizada. Se o fabricante permitir, use álcool em gel ou água sanitária diluída em água (diluir 20 mL de água sanitária em 1 litro de água). O aparelho não deve estar ligado na bateria para fazer a higienização.




Nos carros de aplicativos e táxis é melhor ar condicionado ou janela aberta?


Lembre-se que a saída de casa deve ser feita apenas em situações inevitáveis. Nestes casos, se for possível, escolha o transporte individual, em carros de aplicativos ou táxis, pois minimiza seu contato com outras pessoas e a chance de infecção pelo coronavírus. Dentro do carro, solicite ao motorista que deixe as janelas abertas, sempre que possível.




O que devo fazer ao chegar em casa da rua?


É muito importante que se crie uma rotina ao retornar da rua: Tire os calçados antes de entrar em casa (escolha, se possível, apenas um par de sapatos para ser utilizado quando tiver que sair de casa); Se possível, lave as mãos com água e sabão, por 20 segundos, na área externa da casa; Se não puder lavar as mãos antes de entrar, evite tocar nas coisas antes de lavar as mãos; Não toque crianças, cônjuges ou outras pessoas que morem na casa antes de tirar a roupa e lavar as mãos; Se possível, tome banho assim que chegar; coloque suas roupas para lavar; Desinfete celular, chaves e cartões bancários com álcool a 70%; Mochilas e bolsas de uso diário devem ficar em uma caixa, na área externa da casa ou próximo da porta.




O que devo fazer ao utilizar o transporte público?


É importante que as janelas do transporte público estejam todas abertas, se possível. Evite tocar olhos, boca, nariz ou qualquer outra região do rosto até que desça do transporte e faça a higiene das mãos, com álcool em gel ou água e sabão. Evite utilizar o transporte público em horários de pico.




Eu posso ir à academia?


Não. Você não deve ir à academia, nem se houver em seu condomínio, pois é indispensável que evitemos ao máximo o contato com outras pessoas e o contato com superfícies potencialmente contaminadas. Mesmo mantendo distância mínima de 2 metros entre as pessoas ou que não haja outras pessoas no local no momento em que você estiver se exercitando, secreções como suor, tosse e saliva podem cair sobre os equipamentos e não serem desinfetados corretamente, funcionando como fontes de infecção.




Posso fazer caminhada na rua?


Não. Enquanto durar esta situação de emergência, todas as pessoas, incluindo aquelas que estejam saudáveis, devem permanecer em suas casas e sair apenas em situações inevitáveis, como comprar alimentos ou medicamentos. Qualquer caminhada na rua deve ser evitada para diminuir o contato social e a propagação da doença.




Posso frequentar celebrações ou encontros religiosos na minha Igreja ou comunidade?


Não. Enquanto durar esta situação de emergência, todas as pessoas, incluindo aquelas que estejam saudáveis, devem permanecer em suas casas e sair apenas em situações inevitáveis, como comprar alimentos ou medicamentos. Qualquer tipo de encontro neste momento, mesmo que religioso, deve ser evitado para diminuir o contato social e a propagação da doença.




Posso usar a piscina da minha casa?


Se for a piscina do condomínio ou de algum clube ou academia, você não deve utilizar, mesmo que não haja outras pessoas utilizando no momento, pois é indispensável que evitemos ao máximo o contato potencial com outros indivíduos que possam porventura chegar e o contato com superfícies potencialmente contaminadas. Se for a piscina da sua casa, utilizada apenas pelas pessoas que moram na mesma residência que você, poderá utilizar, desde que não esteja com sintomas respiratórios. Pessoas com sintomas respiratórios não devem utilizar piscinas e devem se manter, idealmente, em isolamento dentro de quarto privativo no interior da residência para minimizar o contato com os outros moradores da casa que estejam saudáveis.





Tratamento

A cloroquina e a hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra o coronavírus?


Até o presente momento, não existe tratamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus. Não existem evidências científicas suficientes que nos confirme que a cloroquina ou a hidroxicloroquina sejam medicações eficazes neste contexto. Estas medicações ainda estão sendo testadas e não devem fazer parte do protocolo de rotina para o tratamento de pessoas infectadas. Tais medicações possuem muitos efeitos que podem ser, inclusive, mais deletérios do que benéficos para estes pacientes. Temos que aguardar os resultados de novos estudos, que já estão sendo realizados, para avaliarmos se esta medicação será incorporada ao tratamento destes doentes. Além disso, estas medicações são indispensáveis ao tratamento de pessoas com lúpus e malária. Por isso, não devemos comprar essas medicações na farmácia com medo da infecção pelo coronavírus, pois podem faltar para os doentes que realmente precisam dela.




A vitamina D é um tratamento eficaz contra o coronavírus?


Até o presente momento, não existe tratamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus. Não existem evidências científicas suficientes que nos confirme que a vitamina D seja uma medicação eficaz neste contexto.




Comer alho ajuda a evitar a infecção pelo coronavírus?


O alho apresenta propriedades antimicrobianas, porém não existem quaisquer evidências científicas de que este alimento possa evitar a infecção pelo coronavírus.




Uma pessoa que esteja com infecção suspeita ou confirmada por coronavírus pode usar ibuprofeno?


O ibuprofeno é um tipo de anti-inflamatório utilizado para alívio da febre e de dores. Houve uma recomendação inicial, por parte da OMS, de que as pessoas com infecção suspeita ou confirmada pelo coronavírus não fizessem uso de medicações que contivessem ibuprofeno em sua fórmula. Entretanto, em publicação mais recente, a OMS refez sua observação e disse o seguinte: “após uma rápida revisão da literatura, a OMS não está ciente dos dados clínicos ou de base populacional publicados sobre esse tópico (...) Não temos conhecimento de relatos de efeitos negativos do ibuprofeno, além dos efeitos colaterais conhecidos usuais que limitam seu uso em determinadas populações”. Apesar disso, o Ministério da Saúde do Brasil segue recomendando que outros remédios sejam priorizados no tratamento da doença. Em publicação em uma rede social em 19/03/2020, a pasta afirmou que, por precaução, recomenda a substituição do ibuprofeno por outros analgésicos.




Sou hipertenso. Devo avaliar com meu médico a troca da medicação que estou utilizando?


Um estudo científico publicado recentemente levantou a hipótese de que alguns medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão, como os iECA (ex: captopril, enalapril) e os BRA (ex: losartana), estão associados a uma elevação da taxa de mortalidade pelo coronavírus. Entretanto, as evidências científicas a este respeito ainda são questionáveis e os pacientes em uso de tais medicações não devem suspender o seu uso, a não ser por orientação médica. A suspensão do uso destas medicações pode ser mais deletéria do que benéfica para a maioria dos pacientes.




Existe tratamento para eliminar o coronavírus?


Até o presente momento não. Os tratamentos que têm sido divulgados pela mídia ainda são experimentais e não temos evidências suficientes de que eles realmente funcionem. Além disso, o uso inapropriado de tais tratamentos pode causar efeitos deletérios ao doente e, por isso, não deve ser encorajado. O tratamento do coronavírus é, até o presente momento, suportivo. A grande maioria dos casos deverá ser tratada em seu próprio domicílio, com repouso, uso de medicações para a febre, hidratação e alimentação adequada.




Existe vacina para o coronavírus?


Até o presente momento não. Entretanto, vários laboratórios ao redor do mundo têm empenhado esforços para desenvolver, testar, produzir e distribuir a vacina. Não existem expectativas, em curto prazo (dias ou semanas), de que a vacina esteja liberada para uso pela população.




A vacina de gripe protege contra o coronavírus?


Não. A vacina anual para a gripe não possui qualquer efeito protetor contra o coronavírus. Entretanto, esta vacina possui efeito contra os principais vírus causadores da gripe e deve ser utilizada pelos grupos recomendado




A dexametasona é um tratamento eficaz contra o coronavírus?


Em 16/06/2020, a Universidade de Oxford divulgou os resultados preliminares de um estudo denominado RECOVERY. Tais resultados demonstraram que a administração de dexametasona associou-se à redução da mortalidade apenas em pacientes com COVID-19 sob ventilação mecânica ou requerendo suporte de oxigênio. Além disso, de acordo com os pesquisadores do RECOVERY, nos pacientes com COVID-19 que não necessitaram de oxigênio, não houve sinais de recuperação com o uso da medicação. A descoberta representa um avanço importante. No entanto, é preciso cautela. Por se tratar de uma medicação de baixo custo e fácil acesso, a informação pode gerar uma “corrida” pela dexametasona e uso indiscriminado da medicação sem orientação médica. Tal cenário seria desastroso, pois os efeitos adversos da droga podem ser ainda mais perigosos do que a COVID-19, desencadeando outras doenças e agravando a sobrecarga nos hospitais. O uso de dexametasona pode estar associado a distúrbios hidroeletrolíticos, alterações músculoesqueléticas e gastrintestinais, reações dermatológicas, distúrbios psiquiátricos e danos nos sistemas endócrino, oftálmico, metabólico, imunológico, hematológico e cardiovascular.




O interferon é um tratamento contra o coronavírus?


Até o presente momento, não existe tratamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus. Não existem evidências científicas suficientes que nos confirme que o interferon seja uma medicação eficaz neste contexto. Esta medicação ainda está sendo testada e não deve fazer parte do protocolo de rotina para o tratamento de pessoas infectadas. Além disso, esta medicação possui muitos efeitos que podem ser, inclusive, mais deletérios do que benéficos. Temos que aguardar os resultados de novos estudos, que já estão sendo realizados, para avaliarmos se esta medicação será incorporada ao tratamento destes doentes.




Os antirretrovirais são tratamentos eficazes contra o coronavírus?


Até o presente momento, não existe tratamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus. Não existem evidências científicas suficientes que nos confirme que os antirretrovirais, que são medicações utilizadas no tratamento de pessoas infectadas pelo HIV, sejam eficazes contra o coronavírus. Estas medicações ainda estão sendo testadas e não devem fazer parte do protocolo de rotina para o tratamento de pessoas infectadas. Temos que aguardar os resultados de novos estudos, que já estão sendo realizados, para avaliarmos se estas medicações serão incorporadas ao tratamento destes doentes.




A ivermectina é um tratamento eficaz contra o coronavírus?


Até o presente momento, não existe tratamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus. Não existem evidências científicas suficientes que nos confirme que a ivermectina seja uma medicação eficaz neste contexto. Esta medicação ainda está sendo testada e não deve fazer parte do protocolo de rotina para o tratamento de pessoas infectadas. Além disso, esta medicação possui muitos efeitos que podem ser, inclusive, mais deletérios do que benéficos. Temos que aguardar os resultados de novos estudos, que já estão sendo realizados, para avaliarmos se esta medicação será incorporada ao tratamento destes doentes.




Quais são os possíveis efeitos colaterais associados à utilização da cloroquina e da hidroxicloroquina para a prevenção ou tratamento de pacientes com COVID-19?


As evidências científicas atuais indicam que tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina não constituem tratamento eficaz ou seguro para pacientes com COVID-19, independentemente da fase da doença. Existem efeitos colaterais potencialmente graves associados ao uso de tais medicações, principalmente quando utilizadas em conjunto a outros fármacos, como a azitromicina. Os principias efeitos descritos são anormalidades do batimento cardíaco que podem, inclusive, levar ao óbito do paciente. O paciente que, porventura, estiver em uso de algum destes fármacos para o tratamento de COVID-19 deverá ser adequadamente monitorado, do ponto de vista cardiológico, pela equipe de saúde responsável.




Quais são os possíveis efeitos colaterais associados à utilização da ivermectina para a prevenção ou tratamento de pacientes com COVID-19?


Até o presente momento, não dispomos de evidências científicas que indiquem que a ivermectina seja eficaz ou segura para prevenção ou tratamento de pacientes com COVID-19. Os efeitos colaterais mais comuns associados aos uso de tal medicação são diarreia e náusea, astenia, dor abdominal, anorexia, constipação, vômitos, tontura, sonolência, vertigem, tremor, prurido, erupções cutâneas e urticária.





Informações gerais sobre os Coronavírus

O que são os coronavírus?


Os coronavírus representam uma grande família de vírus causadores de doenças em seres humanos. As infecções por coronavírus são consideradas zoonóticas, ou seja, são transmitidas entre animais e de animais para os seres humanos.




Por que recebem o nome de coronavírus?


O nome “coronavírus” se deve ao fato da forma do vírus se assemelhar a uma coroa que, em latim, chama-se corona.




O que é SARS-CoV-2?


SARS-CoV-2 é o nome dado ao coronavírus causador da pandemia atual.




O que é COVID-19?


COVID-19 é o nome dado à doença pandêmica atual causada pelo novo coronavírus, que é chamado de SARS-CoV-2.




O que é pandemia?


Pandemia é o termo usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente. Declarar uma pandemia significa dizer que os esforços para conter a expansão mundial do vírus falharam e que a disseminação está fora de controle. Uma das pandemias mais graves já enfrentadas foi a de gripe espanhola, que ocorreu entre 1918 e 1920. Estima-se que 50 milhões de pessoas tenham morrido de gripe espanhola, ou seja, um número muito superior ao de vítimas civis e militares da 1ª Guerra Mundial. Novos vírus são mais prováveis de causarem pandemias. Como não temos defesas naturais contra eles ou medicamentos e vacinas para nos proteger, tais partículas conseguem infectar muitas pessoas e se espalhar facilmente.





Transmissão do Coronavírus

Como o coronavírus é transmitido entre as pessoas?


A transmissão do coronavírus entre as pessoas acontece a partir de gotículas respiratórias eliminadas pela pessoa doente durante a fala, a tosse e os espirros. Normalmente, essas gotículas respiratórias contaminadas atingem no máximo um metro de distância durante uma conversa. Porém, nos casos de espirros ou tosse, podem atingir distâncias consideravelmente maiores, de alguns metros. É importante reforçar que a transmissão a partir das mãos que tocam superfícies contaminadas pelas gotículas respiratórias do indivíduo doente parece ser a principal fonte de disseminação do coronavírus entre seres humanos. Por isso, é indispensável que façamos a correta higienização das mãos depois de tocarmos qualquer superfície.




Durante que período o indivíduo contaminado é capaz de transmitir o coronavírus?


Os mecanismos de transmissão do coronavírus ainda estão sob investigação, mas as evidências atuais indicam que eles ocorrem principalmente durante o período em que o paciente apresenta sintomas, como febre, tosse, coriza, nariz entupido e dor de garganta. Entretanto, inúmeros dados científicos indicam que a transmissão do coronavírus pode ocorrer antes mesmo da pessoa infectada apresentar sintomas. Por esse e por outros motivos é que manter o distanciamento social é muito importante!




Para quantos indivíduos, em média, uma pessoa contaminada transmite o coronavírus?


Sem as medidas de distanciamento social recomendadas, uma pessoa contaminada transmitirá o vírus para cerca de 2,5 pessoas, no período de cinco dias. Se reduzirmos a exposição social em 50%, uma pessoa contaminada transmitirá o vírus para cerca de 1,25 pessoas, no período de cinco dias. Se reduzirmos a exposição social em 75%, uma pessoa contaminada transmitirá o vírus para cerca de 0,65 pessoas, no período de cinco dias. Isso quer dizer que uma única pessoa contaminada, sem distanciamento social, levará a cerca de 406 novos casos de doença ao final de 30 dias, mas se reduzirmos a exposição em 50%, este número será de 15 novos casos ao final de 30 dias. Já se reduzirmos a exposição em 75%, este número será de 2,5 casos ao final de 30 dias. A partir destes dados, fica bastante clara a importância do distanciamento social no controle da pandemia!




Por quanto tempo o coronavírus permanece vivo nas diferentes superfícies?


Estes dados ainda não são muito precisos. De maneira geral, o vírus pode durar entre 1 e 2 horas no ar que respiramos, 24 horas no papelão e 72 horas no plástico e nos metais.





Manifestações clínicas

Quais são os principais sinais e sintomas da doença causada pelo coronavírus?


As manifestações clínicas mais frequentemente associadas à infecção pelo coronavírus são febre, tosse seca ou com pouca secreção e sensação de falta de ar. Alguns pacientes podem apresentar nariz entupido, coriza, dor de garganta e dor no corpo. Alguns pacientes podem apresentar também náusea, vômito e diarreia. Os casos mais graves podem evoluir com insuficiência respiratória e lesão renal.




A doença causada pelo coronavírus é grave?


Na primeira grande série de casos publicada sobre a COVID-19, com pacientes tratados na China, a doença foi leve em 81% dos casos, grave em 14% deles e gravíssima em 5%. De maneira geral, cerca de 15% dos pacientes com a doença irão precisar de internação hospitalar e 5 a 7% irão necessitar de tratamento no CTI.




Qual a taxa de mortalidade associada à doença causada pelo coronavírus?


Esta é uma questão que, infelizmente, ainda não está bem esclarecida. Isto porque percebemos que a taxa de mortalidade associada à COVID-19 em diferentes países e até mesmo em diferentes regiões do mesmo país tem variado bastante. Na China, a taxa de mortalidade geral associada à doença foi de 2,3%. Em outros países que estão ou estiveram em situações de emergência devido à pandemia, esta taxa tem variado para menos ou para mais. É o caso, por exemplo, da Coréia do Sul que registrou uma taxa de letalidade de 0,7% e da Itália que, pelo contrário, registrou taxas mais elevadas, em torno de 10%. No Brasil, em junho de 2020, a taxa de mortalidade associada à COVID-19 está em torno de 4,5%. Algumas razões que poderiam explicar esta grande variação nas taxas de mortalidade são as diferentes estratégias adotadas por nações e regiões distintas no combate à disseminação do vírus, os sistemas de saúde locais e o número de testes diagnósticos que foram ou ainda estão sendo realizados em cada uma das localidades.




Se a taxa de mortalidade associada à doença causada pelo coronavírus não é tão elevada, qual o motivo da enorme preocupação e mobilização mundial para conter a disseminação do vírus?


Temos visto que a taxa de mortalidade da doença tem variado de país para país e isso pode ter relação com as estratégias que cada nação tem utilizado para combater a disseminação do vírus, com os sistemas de saúde locais e com a proporção de testes diagnósticos realizados. Trata-se de um vírus contagioso que pode contaminar a maior parte da população de um país se as orientações locais não forem adequadamente acatadas. Como dentre as pessoas contaminadas, cerca de 15% necessitarão de internação hospitalar, a infecção maciça da população poderá gerar um colapso dos sistema de saúde locais, que poderão não dispor do número suficiente de leitos para a internação destes pacientes. Esta situação, que é bastante temida, poderá aumentar, em muito, a taxa de mortalidade associada à doença.




Como posso saber se pertenço aos grupos de risco?


Os principais grupos de risco para a doença causada pelo coronavírus são os idosos (idade acima de 60 anos), pacientes que apresentem hipertensão arterial, doenças cardiovasculares crônicas, diabetes, doenças pulmonares crônicas, doença renal crônica, pacientes com câncer, pacientes transplantados, pacientes que fazem uso de medicações imunossupressoras e pacientes com cromossomopatias, como Síndrome de Down. As gestantes também estão sendo consideradas como população de risco para a doença.





Cuidados no domicílio

Se houver uma pessoa com algum sintoma de infecção respiratória como febre, tosse, dor de garganta, nariz entupido ou coriza que resida na mesma casa que eu, como devemos proceder?


A pessoa com sintomas respiratórios deve ficar, idealmente, isolada em um quarto próprio, semacompanhantes, e manter as janelas abertas. A pessoa deve trocar suas próprias roupas de cama e, se for possível, ter um banheiro individual para seu uso. Não deve compartilhar toalhas, talheres, pratos, itens de higiene pessoal ou qualquer outro objeto com os outros moradores da casa. Deve evitar utilizar as áreas comuns do domicílio (sala de estar, cozinha, sala de televisão). Quando for sair do quarto, deve usar máscara e higienizar as mãos antes de tocar qualquer objeto da casa. Deve manter uma distância
mínima de 2 metros de qualquer outro morador da casa. Essas medidas deverão ser tomadas por 14 dias, a partir do início dos sintomas respiratórios.




Como devemos fazer a limpeza da casa quando houver algum morador com sintomas de infeção respiratória?


A limpeza das casas onde moram pessoas com sintomas de infecção respiratória demanda mais atenção e cuidado, com o objetivo de evitar o contágio dos moradores sadios. Nesta situação, deverão ser realizadas duas limpezas: uma específica para o cômodo onde o paciente está isolado e outra para o restante do imóvel. O ideal é que o próprio doente limpe o cômodo onde está isolado, o que contribui para evitar o contágio dos outros moradores. Se isso não for possível, a pessoa responsável pelo cuidado do doente deverá usar, se possível, máscara, luvas, óculos e avental para fazer a higienização do cômodo. Antes de calçar as luvas, é preciso que as mãos sejam adequadamente higienizadas com água e sabão. A limpeza das superfícies que acumulam sujeira mais "grossa", como o pó que vemos a olho nu, deverá ser feita primeiramente com água e sabão para, em seguida, receber a desinfecção com a solução de água sanitária ou álcool 70%. O banheiro que deve ser, preferencialmente, de uso exclusivo do doente, deverá ser limpo após cada uso. As superfícies do cômodo onde o doente está isolado deverão ser limpas diariamente. Após esta limpeza, as luvas deverão ser lavadas com água e sabão e separadas para uso exclusivo naquele ambiente. Para a limpeza dos outros cômodos, deverá ser utilizado outro par de luvas. Panos, esponjas e outros utensílios também deverão ser lavados com água e sabão e, depois de secos, poderão ser utilizados em outros cômodos.




A pessoa com sintomas de infecção respiratória pode preparar a comida para outros moradores da casa?


Ainda não conhecemos todos os mecanismos de transmissão do coronavírus. Entretanto, uma pessoa que esteja com sintomas de infecção respiratória deve evitar frequentar os lugares de uso comum da casa, incluindo a cozinha. Ao preparar alimentos, ela irá encostar e contaminar vários objetos de uso comum na cozinha, aumentando a chance de transmissão da doença para os outros moradores da casa. A pessoa doente deve se alimentar preferencialmente no quarto em que está isolada e não deve compartilhar pratos e talheres com os outros moradores da casa.




Como devemos proceder com o lixo gerado por uma pessoa de nossa casa que esteja com sintomas de infecção respiratória?


A pessoa com sintomas de infecção respiratória deve ter um lixo no cômodo em que está isolada, para descartar resíduos, máscaras e luvas. O lixo deve ser isolado em um saco plástico e lacrado após o uso. A pessoa que for coletá-lo para descarte precisa usar luvas. As luvas deverão ser descartadas em sequência. Para finalizar, as mãos deverão ser higienizadas com água e sabão ou álcool em gel logo em seguida.




Como devemos proceder com a lavagem das roupas de uma pessoa de nossa casa que esteja com sintomas de infecção respiratória?


As peças de roupa de pessoas com sintomas respiratórios deverão ser colocadas em um cesto exclusivo, que deve ser pego com luvas por uma outra pessoa e despejado na máquina de lavar. Após colocar as roupas na máquina, as luvas deverão ser descartadas e as mãos higienizadas com água e sabão ou álcool em gel.





Orientações para pacientes com sintomas respiratórios

Se eu estiver com algum sintoma de infecção respiratória como febre, tosse, dor de garganta, nariz entupido ou coriza, posso sair de casa?


A maior parte das pessoas com sintomas respiratórios tem a doença leve. Nesses casos, não é necessário procurar o serviço de urgência. Você pode procurar atendimento em unidade básica de saúde, outro serviço ambulatorial ou serviço de telemedicina, se disponível em sua região. Se houver sintomas de gravidade, como dificuldade para respirar, respiração ofegante, sensação de desmaio ou febre por mais de três dias ou que desaparece por dois dias e volta a aparecer, procure o serviço de urgência.




Já que não devo procurar assistência médica, a não ser que apresente algum sinal de gravidade, como vou me tratar se eu estiver de fato com o coronavírus?


A maior parte das pessoas com coronavírus apresenta quadros leves e o tratamento consiste em repouso, uso de medicações para baixar a febre, hidratação e alimentação adequada. Não existem, até o momento, medicações para tratar o coronavírus. Para melhor assistência e orientações em saúde, você pode procurar unidade básica de saúde, outro serviço ambulatorial ou, se estiver disponível em sua região, um serviço de telessaúde. Se houver sintomas de gravidade, como dificuldade para respirar, respiração ofegante, sensação de desmaio ou febre por mais de três dias ou que desaparece por dois dias e volta a aparecer, procure o serviço de urgência.




Se eu estiver com algum sintoma de infecção respiratória como febre, tosse, dor de garganta, nariz entupido ou coriza, devo procurar o serviço de saúde para avaliação médica?


A maior parte das pessoas com sintomas respiratórios NÃO deve procurar os serviços de saúde, pois correm o risco de se contaminar, caso seus sintomas não estejam sendo causados pelo coronavírus, ou de infectar outras pessoas, caso esteja realmente contaminada pelo coronavírus. O indivíduo com sintomas respiratórios deve se manter em casa, respeitando o isolamento com as outras pessoas que moram na mesma residência, e procurar assistência médica apenas se houver sintomas de gravidade como febre persistente ou dificuldade para respirar.





Higienização das mãos

Como devo fazer a lavagem das mãos?


O primeiro passo é retirar todos os adornos, incluindo anéis, aliança, pulseiras e relógio. A lavagem das mãos deve ser feita com água e sabão por um período mínimo de 20 segundos. Toda a superfície da mão, incluindo a palma, o dorso, a região entre os dedos, as unhas e os punhos, deve ser higienizada. Se não for possível fazer a lavagem das mãos, pode-se usar álcool em gel a 70% para fazer a higienização.




Posso utilizar sabão em barra para fazer a lavagem das mãos?


Sim, você pode fazer a lavagem das mãos com sabão em barra. Se for possível, dê preferência ao sabão líquido, pois sua dispensação é mais prática.




O álcool em gel substitui a lavagem das mãos, caso não possa realizá-la no momento?


Sim, você pode fazer a higienização das mãos com álcool em gel em substituição à lavagem com água e sabão. Lembre-se que o álcool deve ser friccionado em toda a superfície da mão, incluindo a palma, o dorso, a região entre os dedos e os punhos. Além disso, para que o álcool tenha a capacidade de eliminar o vírus, ele deverá ter uma concentração mínima de 70%.




Posso utilizar qualquer tipo de álcool em gel para fazer a higienização das mãos e a limpeza das superfícies?


Não. Para que o álcool, tanto líquido quanto em gel, tenha a capacidade de eliminar o vírus, ele deverá ter uma concentração mínima de 70%. Há vários produtos de limpeza com álcool em gel em concentração inferior a 70%. Estes produtos não devem ser usados com este objetivo de desinfecção das mãos ou superfícies.




Se eu não tiver álcool em gel ou álcool líquido, posso utilizar água sanitária para fazer a limpeza das superfícies?


Sim. Se não for possível fazer a desinfecção das superfícies com álcool em gel ou líquido na concentração mínima de 70%, pode-se utilizar uma solução de água sanitária. Para preparar a solução, você pode diluir 200 mL de água sanitária comercial em 5 litros de água. Atenção: esta solução poderá ser utilizada apenas para desinfecção das superfícies inanimadas, não devendo ser utilizada para fazer a higienização de qualquer parte do corpo.




Posso fazer o meu próprio álcool em gel em casa?


Não se recomenda a confecção caseira de álcool em gel, já que o procedimento envolve riscos de queimaduras graves e porque, geralmente, não se pode garantir que o produto final tenha uma concentração mínima de 70%, o que é indispensável para a eliminação do vírus.





Uso da máscara

Devo usar máscara ao sair na rua?


Este é um tema que continua sendo bastante debatido, já que a orientação inicial da OMS e do Ministério da Saúde era de que a utilização das máscaras deveria ser reservada aos pacientes com sintomas respiratórios, seus cuidadores e aos profissionais de saúde em atendimento a pacientes com síndrome gripal. Entretanto, durante o curso da pandemia, foram se acumulando evidências científicas favoráveis ao uso das máscaras faciais como uma medida de proteção potencialmente eficaz contra a disseminação do novo coronavírus. Sendo assim, desde abril de 2020, o Ministério da Saúde recomenda que toda a população utilize máscaras ao sair na rua. As máscaras cirúrgicas devem ser reservadas para uso pela população com sintomas respiratórios, pelos profissionais de saúde, pelas pessoas que cuidam de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 fora das unidades de saúde, por pessoas com 60 anos ou mais e por pessoas de qualquer idade com comorbidades de base, como doença cardiovascular ou diabetes, doença pulmonar crônica, câncer, doença cerebrovascular e imunossupressão. O restante da população assintomática deverá utilizar máscaras de fabricação caseira. Além disso, é importante ressaltar que a utilização das máscaras não deve substituir, em hipótese alguma, o distanciamento social e a adequada higienização das mãos.




Qual máscara devo usar para me proteger contra o coronavírus?


Profissionais de saúde em atividade, pessoas que estejam com sintomas respiratórios e seus cuidadores, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com comorbidades de base, como doença cardiovascular ou diabetes, doença pulmonar crônica, câncer, doença cerebrovascular e imunossupressão devem utilizar, preferencialmente, a máscara cirúrgica padrão. As máscaras N95, PFF2 e PFF3 deverão ser reservadas para o uso dos profissionais de saúde em atendimento a pessoas com sintomas respiratórios, durante os procedimentos com risco de gerarem aerossóis. Para todo o restante da população assintomática, recomenda-se a utilização de máscaras de fabricação caseira nas situações em que tenham que sair de casa.




Posso usar a mesma máscara cirúrgica por quanto tempo?


Geralmente a máscara cirúrgica não deve ser utilizada por mais de 2 horas, pois após este período ela fica úmida e perde a sua eficácia. Ao trocar a máscara cirúrgica, o paciente não deve tocar na parte da frente, que cobre o rosto, mas fazer a sua retirada a partir das alças laterais. Depois de descartá-la no lixo, deve fazer a higienização adequada das mãos com água e sabão ou álcool em gel.




Como devo colocar e retirar a máscara cirúrgica?


Antes de colocar a máscara, o indivíduo deverá higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel. Após a colocação da máscara, deverá evitar tocar na parte da frente, que cobre o rosto. A mesma máscara poderá ser utilizada pelo período máximo de 2 horas e o indivíduo deverá sempre retirá-la pelas alças laterais. Após a retirada da máscara, o indivíduo deverá higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel.




Que tecido posso utilizar para fabricar a minha própria máscara caseira?


A OMS publicou em junho de 2020 novas orientações para a confecção de máscaras caseiras. Para ser funcionar como barreira física de maneira mais eficiente, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações: - A combinação ideal de materiais para confecção de máscaras caseiras deve incluir três camadas: uma camada mais interna feita de material hidrofílico (por exemplo: algodão ou misturas de algodão); uma camada mais externa feita de material hidrofóbico (por exemplo: polipropileno, poliéster ou misturas desses materiais); uma camada intermediária hidrofóbica feita de material sintético não tecido, como polipropileno, ou uma camada de algodão; - As máscaras podem ser de formato plano-com pregas ou em bico de pato, para que se encaixem perfeitamente sobre o nariz, as bochechas e o queixo do usuário. Quando as bordas da máscara não estão próximas do rosto e ficam se mexendo (durante a fala, por exemplo), o ar entra pelas frestas e, consequentemente, não é filtrado pelo tecido. É importante assegurar que a máscara possa ser fixada confortavelmente e no lugar certo ajustando-se ligeiramente as tiras elásticas ou faixas; - Certifique-se de construir ou comprar uma máscara que permita respirar enquanto fala e caminha rapidamente; - A máscara de fabricação caseira é individual e não pode ser compartilhada com ninguém.




Quais os cuidados devo ter na fabricação de máscaras caseiras?


- Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a máscara é de uso individual e não pode ser dividida com ninguém (mãe, filho, irmão, marido, esposa, etc). Então, se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter as suas próprias máscaras; - A mesma máscara poderá ser utilizada por um tempo máximo de duas horas. Depois desse tempo ela fica úmida e não funciona mais como uma barreira de proteção. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano; - Atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, o ideal é que ela seja confeccionada com três camadas: uma camada mais interna feita de material hidrofílico (por exemplo: algodão ou misturas de algodão); uma camada mais externa feita de material hidrofóbico (por exemplo: polipropileno, poliéster ou misturas desses materiais); uma camada intermediária hidrofóbica feita de material sintético não tecido, como polipropileno, ou uma camada de algodão; - É importante que a máscara tenha elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto; - Utilize a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma máscara reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar; - Chegando em casa, lave as máscaras utilizadas; - É o dono que deve lavar suas próprias máscaras.




Posso lavar e reutilizar uma máscara cirúrgica?


Não. A máscara cirúrgica nunca deverá ser lavada ou reaproveitada.




Posso lavar e reutilizar uma máscara caseira?


Sim, as máscaras de fabricação caseira devem ser lavadas com frequência e manuseadas com cuidado, de modo a não contaminar outros itens. Caso as camadas de tecido estejam visivelmente desgastadas, devem ser descartadas. Caso tenham sido utilizados tecidos de roupas na produção da máscara, deve-se verificar qual é a temperatura máxima de lavagem permitida. Se houver instruções para lavagem na etiqueta da peça de roupa, verifique se é possível lavar com água morna ou quente. Escolha tecidos que possam ser lavados. Lave em água morna a quente, a 60°C, com sabão comum ou para roupas. O polipropileno não tecido de fiação contínua pode ser lavado em altas temperaturas, de até 125°C. Fibras naturais podem ser lavadas em altas temperaturas e passadas a ferro. Lave a máscara delicadamente (sem friccio- nar, esticar ou comprimir demais), caso tenham sido utilizados tecidos não tecidos (por exemplo, fiação contínua). A combinação do polipropileno não tecido de fiação contínua com o algodão consegue tolerar altas temperaturas e máscaras feitas dessa combinação podem ser esterilizadas em vapor ou fervidas. Caso não haja água quente disponível, lave a máscara com sabão/detergente com água em temperatura ambiente, e depois ferva a máscara por um minuto OU deixe de molho em solução de cloro a 0,1% e depois enxágue completamente com água em temperatura ambiente, para evitar deixar resíduos tóxicos de cloro.





Animais de estimação

Cães e gatos de estimação podem se infectar pelo novo coronavírus?


Até o presente momento e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existem evidências científicas que comprovem que os animais de estimação possam adoecer pelo novo coronavírus ou que funcionem como uma fonte de infecção desse vírus para seres humanos.




E os cães de Hong Kong que apresentaram resultados positivos para exames do novo coronavírus?


Estes cães pertenciam a pessoas doentes e suas secreções respiratórias apresentaram resultado "fraco positivo" para a pesquisa do novo coronavírus. Tais animais foram colocados em quarentena, mas nenhum deles desenvolveu sinais de doença. Até o presente momento, não há evidências que sugiram que os cães possam adoecer pelo novo coronavírus ou que possam ser uma fonte de infecção para os seres humanos. No entanto, devemos sempre manter hábitos de higiene para proteger as pessoas e os animais e isso inclui lavar as mãos antes e depois do contato com os animais ou algum de seus pertences.




Posso beijar e abraçar meu cachorro? Posso deixar meu cachorro lamber e brincar com minha família?


Embora tenhamos grande afeição por nossos animais de estimação, beijá-los nem sempre é uma boa ideia. Assim como os humanos, cães e gatos carregam bactérias em suas bocas que podem causar doenças. Além disso, você também pode colocar a saúde do seu animal em risco. É claro que você pode e deve continuar a dar carinho a seu animal, mas lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de acariciá-lo, abraçá-lo, alimentá-lo ou levá-lo para passear.




Devo colocar meus animais em quarentena se eu estiver infectado com o novo coronavírus?


Até o momento, não existem evidências de que animais de estimação possam ser uma fonte de infecção do novo coronavírus. Portanto, não há necessidade de colocar seu animal em quarentena se você estiver doente. No entanto, o Centro de Controle de Doenças (CDC) elaborou uma série de recomendações sobre o contato com animais para as pessoas que estejam com COVID-19: Restrinja o contato com animais de estimação e outros animais, assim como o contato com outras pessoas; Quando possível, peça que outro membro da família cuide de seu animal enquanto você estiver doente; Evite o contato mais próximo com seu animal de estimação, incluindo abraços, beijos, carinhos e lambidas; Não compartilhe alimentos com seus animais; Se for necessária a interação com algum animal, lave as mãos com água e sabão antes e após o contato; Use máscara facial quando estiver em contato com outras pessoas ou com qualquer animal.




Devo vacinar meu cachorro contra o coronavírus?


As vacinas caninas disponíveis contra coronavírus protegem o animal contra o vírus específico dos cães, o CCoV, que causa uma infecção no sistema digestório desses animais. Elas não são licenciadas para proteção contra infecções respiratórias. Não existem comprovações de que a vacina contra o coronavírus canino forneça proteção para uma infecção pelo novo coronavírus. Sendo assim, a vacina canina contra o coronavírus não tem eficácia contra a COVID-19. Porém, é muito importante que você mantenha a vacinação dos seus animais de estimação sempre em dia para protegê-los de outras doenças. Siga sempre as orientações de um médico veterinário.




Devo colocar uma máscara no meu cão se ele estiver doente?


Não. Não há evidências de que cães ou gatos possam transmitir o novo coronavírus às pessoas ou adoecer devido a esse vírus. Colocar máscaras nesses animais pode causar problemas como estresse, dificuldade respiratória e desmaios. Raças de focinhos achatados, que já têm dificuldade para respirar, como pugs e bulldogs, podem sofrer de hipertermia extrema (insolação), desmaiar ou até morrer se permanecerem com uma máscara.




Devo considerar abandonar ou sacrificar meu animal de estimação como medida de segurança contra o novo coronavírus?


Nunca! É lamentável que, devido a um medo infundado, algumas pessoas abandonem os animais ou até os sacrifiquem. Como mencionamos antes, não há evidências de que cães ou gatos possam adoecer pelo novo coronavírus ou transmitir a doença para os seres humanos. É imprescindível que todos os donos cuidem de seus animais e mantenham a calma. O abandono não deve ser uma opção em qualquer circunstância. Continue dando carinho e atenção ao seu animal de estimação e cuide bem dele.




Sou um(a) passeador(a) e/ou cuidador(a) de animais. Devo ficar em casa e abandonar meu emprego?


Você deve seguir as recomendações do Conselho Veterinário de seu Estado e/ou da Prefeitura da sua cidade. Uma alternativa é substituir os passeios com os cães por cuidados dentro de casa, brincando e oferecendo atividades para que eles se exercitem e mantenham suas rotinas o mais próximo possível das de costume. Os cuidadores de animais, assim como qualquer outra pessoa, devem seguir todas as recomendações de higiene pessoal. A lavagem adequada das mãos antes e depois da interação com os animais é essencial.




Como posso ajudar os animais abandonados na minha vizinhança sem arriscar minha saúde e a de outras pessoas?


Se puder ajudar a alimentar os animais que necessitam dessa ajuda, faça isso com precaução para proteger sua saúde e de outras pessoas. Se você achar que está doente, não saia de casa e peça a outras pessoas para continuarem este trabalho de forma segura e ordenada. Se possível, apoie ONGs e protetores independentes que oferecem ajuda a esses animais de forma segura e ordenada.




A tigresa do zoológico de Nova Iorque tem mesmo COVID-19?


A tigresa Nadia, do zoológico do Bronx em Nova Iorque, testou positivo para o novo coronavírus. Ela teve contato com um tratador diagnosticado com a COVID-19. Nadia vem apresentando sintomas leves, como tosse seca e falta de apetite e está sendo observada. Nas últimas semanas, foram também divulgados casos de um gato e dois cães portando o vírus, na Bélgica e em Hong Kong, todos morando com humanos infectados com o novo coronavírus. Estatisticamente, são casos isolados e, epidemiologicamente, esses animais não representam uma fonte de infecção significativa, com potencial de disseminação da doença. A Associação Brasileira de Clínicos de Felinos (Abfel) relata que não se pode fazer uma correlação direta entre a transmissão do novo coronavírus entre esses animais e humanos, ou seja, não existe, até o presente momento, qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do novo coronavírus dos felinos para os seres humanos. Detectar a presença de partículas virais no animal não significa que eles tenham a capacidade para replicá-las e transmiti-las. Os estudos até o momento não indicam que haja transmissão do novo coronavírus a partir de cães e gatos para seres humanos. A Organização Mundial de Saúde Animal não indica testagem para os animais domésticos, pois isso só confundiria a população e desviaria o foco das ações que realmente devem ser tomadas.





Autocuidado e bem-estar psicológico

Quais reações emocionais podem ser comuns nesse momento de pandemia?


É comum que surjam emoções como estresse, preocupação, desamparo, ansiedade, tédio, solidão, tristeza, revolta, culpa, irritabilidade (“nervos à flor da pele”), indiferença afetiva (ficar “frio, distante”), entre outras.




Sentir medo também é comum?


Sim, por vários motivos: medo de adoecer e de morrer; de perder os meios de subsistência por não poder trabalhar ou ser demitido; de ser afastado das pessoas que ama devido ao isolamento social; de reviver uma experiência de doença ou epidemia anteriores. Outra situação muito comum é evitar procurar serviços de saúde devido ao medo de ser infectado enquanto é atendido.




Quais são os sinais físicos da ansiedade e do estresse?


Entre os possíveis sinais físicos estão falta de ar (na ausência de um problema respiratório), dor de cabeça, tensão e dores musculares, aumento da frequência cardíaca (palpitações), alterações drásticas do apetite ou do sono, diarreia ou prisão de ventre, tremores, dores em geral sem causa aparente.




Quais são as alterações comportamentais da ansiedade e do estresse?


Discussões e impaciência com outras pessoas, abuso de álcool ou de outras substâncias, violência, agitação, distanciamento (indiferença).




Quais são os sinais cognitivos da ansiedade e do estresse?


Podem incluir dificuldade de concentração, confusão, pensamentos desagradáveis repetitivos, dificuldades de memorização.




O que posso fazer para cuidar da saúde durante a pandemia?


É muito importante tentar manter um estilo de vida saudável, incluindo alimentação adequada, sono suficiente, exercícios físicos regulares (mesmo que em casa). Não use cigarro, álcool ou outras drogas para lidar com suas emoções; eles causarão mais prejuízos do que alívio.




O que posso fazer para equilibrar minhas emoções durante a pandemia?


Inicialmente, é interessante se informar sem se sobrecarregar de informações. Limite o tempo gasto vendo ou escutando notícias sobre a pandemia e acesse fontes oficiais e confiáveis, como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do seu estado ou município. Evite acessar e compartilhar boatos; eles geram desinformação e pioram a ansiedade. Retome hábitos que você tinha no passado e que tenham ajudado a gerenciar adversidades na vida, como tocar um instrumento musical ou meditar. Também é importante sentir-se amparado, conversar com aqueles em quem você confia, seja em casa ou por meios de comunicação a distância. Caso esteja se sentindo muito sobrecarregado e com reações emocionais intensas fora do seu padrão habitual, procure ajuda profissional*. * Estão disponíveis serviços de apoio psicossocial, alguns por telefone ou internet, oferecidos por prefeituras, governos estaduais, universidades, instituições religiosas. O Ministério da Saúde disponibiliza alguns dos contatos pelo telefone 136 (Disque Saúde).




Que atitudes são recomendáveis para lidar com as crianças restritas em casa?


É essencial explicar às crianças, em linguagem apropriada à idade, o que é o coronavírus, suas consequências e os motivos da necessidade de distanciamento social. Perceber suas preocupações e emoções, expressadas tanto pela fala quanto por atitudes. Pode-se investigar seus medos e ansiedade por meio de desenhos, jogos ou outros recursos lúdicos. Buscar manter o que for possível da rotina familiar, como conteúdo e horários das refeições e os hábitos de sono. Devemos incentivar as crianças a continuarem brincando e se socializando, mesmo que somente com aqueles em casa.




O que pode ser feito quando um dos familiares das crianças precisa ser isolado?


Sempre que possível, deve-se evitar a separação das famílias. Caso haja necessidade de afastamento por parte de pais ou cuidadores, certificar que a criança será cuidada por outras pessoas que amparem suas necessidades e, se possível, que conheçam sua rotina habitual. Garantir que o contato com a família original seja feito regularmente, mesmo que por vídeo ou telefone.




Como apoiar os idosos durante o isolamento?


Os idosos, como população de risco para quadros mais graves de COVID-19, podem estar especialmente sensíveis e necessitar de maior apoio psicossocial. Devem ser observados atentamente. É possível manifestarem emoções como raiva, agitação, medo, apatia e também desenvolverem transtornos de ansiedade ou depressão. É necessário oferecer apoio emocional, planejado conforme a situação de cada idoso: ativo e independente em isolamento domiciliar, parcialmente dependente em companhia de familiares, frágil e totalmente dependente, institucionalizado. Um ponto essencial, para qualquer uma das situações citadas, é a manutenção do contato regular com os entes queridos, seja pessoalmente ou por meio de comunicação a distância.




Como cuidar dos idosos durante o isolamento?


- Compartilhar informações claras a respeito da COVID-19, incluindo riscos e medidas de prevenção necessárias. Repetir a informação sempre que necessário. - Realizar para os idosos as compras de supermercado, entregando-as em domicílio. - Estimular uma rotina de atividades físicas simples em casa. - Manter ocupações regulares sempre que possível, incluindo aquelas da vida diária como higiene pessoal, alimentar-se, vestir-se. Procurar resgatar ou associar outras atividades que apreciem, como canto, artesanato, jardinagem, leitura, crochê. - Monitorar disponibilidade e utilização adequada dos medicamentos de uso contínuo; garantir um estoque reserva. - Listar contatos de opções de transporte, como táxi ou aplicativos, e de fornecedores que entregam alimentos em domicílio. - Ter um plano de ação incluindo familiares ou amigos para eventuais situações de urgência.




O que pode me ajudar a não recorrer tanto à comida em momentos de tristeza, ansiedade e estresse?


É importante tentar evitar a impulsividade. Para isso, pare, faça algumas respirações profundas e avalie se está realmente com fome, e também se está com sede. Hidrate-se antes de se alimentar. Caso esteja com fome, busque consumir algo que ao mesmo tempo seja saboroso e faça bem para o seu corpo. Seja paciente e gentil consigo: tente não se culpar ou acumular mais sentimentos negativos por estar recorrendo à comida; isso é um sinal de que está passando por um momento difícil e precisa de cuidado. Busque se ocupar com o que pode aliviar sentimentos negativos, como alongamentos, boas leituras, música ou fazer uma ligação para uma pessoa querida.




A possibilidade de ganhar peso durante o isolamento me preocupa muito – como devo encarar isso?


Evite preocupações exageradas com o seu corpo; estamos passando por um momento diferente, a sua alimentação também foge da rotina e por isso seu peso pode oscilar. Dietas rígidas ou muito restritivas neste período, sem o devido acompanhamento, podem prejudicar sua imunidade e trazer mais sentimentos negativos, como ansiedade e estresse. É muito importante buscar uma alimentação saudável e se cuidar, mas sem extremismos. Caso esteja muito difícil lidar com essa situação, busque ajuda profissional.




Porque o consumo excessivo de álcool pode ser prejudicial nesse momento?


Além dos prejuízos psicológicos, possíveis conflitos familiares e surgimento de dependência, o excesso de álcool também prejudica a imunidade e afeta as barreiras de defesa pulmonares.





Diagnóstico

Como é realizado o diagnóstico de COVID-19?


Atualmente, no Brasil, a confirmação de casos de COVID-19 está sendo feita de duas maneiras: Diagnóstico laboratorial: quando o caso suspeito apresenta resultado positivo no teste molecular (RT-PCR) ou sorológico para COVID-19. Importante salientar que os testes sorológicos não confirmam ou descartam o diagnóstico de infecção aguda pelo novo coronavírus; Diagnóstico clínico-epidemiológico: quando o caso suspeito apresente histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 E apresente febre OU pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.




Quais os testes laboratoriais para COVID-19 disponíveis no Brasil?


Existem dois tipos de testes laboratoriais para COVID-19 disponíveis no Brasil: os testes moleculares, conhecidos por RT-PCR (Real Time- Polymerase Reaction Chain), e os testes sorológicos.




Quais as amostras do paciente são coletadas para realização dos testes de COVID-19?


Para a realização dos testes moleculares (RT-PCR), utiliza-se amostras coletadas das vias respiratórias superiores (swabs de orofaringe e/ou nasofaringe) e/ou inferiores de pacientes com quadro clínico suspeito. Para a realização dos testes sorológicos, coleta-se o sangue do paciente com quadro clínico suspeito.




O que são testes rápidos para COVID-19?


Os testes rápidos são testes sorológicos que conseguem detectar rapidamente a presença de anticorpos contra o novo coronavírus no sangue do paciente. O resultados de tais testes podem ser liberados em um prazo de 15 a 30 minutos e, embora não necessitem de nenhum equipamento especial para sua realização, devem ser sempre executados e interpretados por um profissional habilitado, sendo contra-indicada a sua realização pelo próprio paciente, sem a supervisão de um técnico responsável. Os testes em domicílio podem ser realizados, desde que executados por profissional legalmente habilitado, vinculado a um laboratório clínico, posto de coleta ou serviço de saúde pública ambulatorial ou hospitalar.




Após quanto tempo do início dos sintomas os testes sorológicos podem ser realizados?


Os testes sorológicos só devem ser realizados a partir do oitavo dia que o paciente esteja apresentando sintomas sugestivos de COVID-19.




Os testes rápidos podem ser utilizados para confirmar ou descartar um quadro de infecção aguda pelo novo coronavírus?


Não. Os testes rápidos (IgG/IgM) NÃO tem função de confirmar ou descartar infecção aguda pelo novo coronavírus. O diagnóstico laboratorial confirmatório do quadro de infecção aguda é feito pelos testes moleculares (RT-PCR). Além disso, como a sensibilidade dos testes rápidos é relativamente baixa, um resultado negativo não é capaz de excluir um quadro atual ou prévio de infecção pelo SARS-CoV-2 e não deve ser utilizado para subsidiar a decisão de liberação do isolamento do paciente com síndrome gripal. Por outro lado, um teste positivo também não garante que a fase de infecção aguda já tenha passado e que o paciente esteja imune contra a doença. Por isso, o resultado positivo também não deve subsidiar decisões de afrouxamento das medidas restritivas de contato social.




Qual a aplicabilidade dos testes rápidos?


Os testes rápidos (IgG/IgM) NÃO tem função de confirmar ou descartar infecção aguda pelo novo coronavírus. Os testes rápidos tem relevante utilização no mapeamento do status imunológico de uma população. Como a disponibilidade dos testes confirmatórios de doença aguda (RT-PCR) é menor, tem se utilizado mais amplamente os testes rápidos na prática clínica. Entretanto, deve-se utilizar o resultado de tais testes com cautela, lembrando-se que tanto resultados positivos ou negativos não devem influenciar a decisão do profissional de saúde sobre a necessidade ou não de manter isolamento social do paciente com síndrome gripal.




A detecção de IgG em um teste sorológico indica que o paciente em questão está imune contra a COVID-19?


A interpretação isolada de um resultado positivo de IgG no teste sorológico não assegura que o paciente não tenha mais infecção ativa e, mesmo que não a tenha, também não assegura que haja imunidade permanente contra o novo coronavírus.





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